É assim que me sinto as vezes, com essa condição, é assim que me sinto agora. Parece estranho e é ainda mais difícil conseguir explicar, mas é a verdade e eu não quero fugir dela. Não conseguiria mesmo que quisesse. Há dias em que sinto-me como se saísse de casa com apenas um sapato ou uma sapatilha. Falta-me o outro. Falta-me o outro para poder andar com estabilidade. Falta-me o outro para me lembrar que, pisando o chão frio com o meu pé nu, falta-me qualquer coisa. Falta uma peça. Faltas tu. Sim. Eu sei que é isso. Sempre soube. Há momentos que me faltas tu. E sei que tudo isto é injusto. Um capricho talvez. Mas não deixa de ser o meu sentimento de te querer. De te querer como já te tive. De querer ainda mais do que já te tive. Mas nunca menos. O símbolo da subtracção é pavoroso. É assustador. É destruidor. É frio. É frio como andar descalço de um pé. É frio como pisar um passeio num dia de chuva com um pé despido. É o problema da peça que me falta. É o problema de me faltares tu. Não, eu não quero dizer isto. Não és um problema, nunca serás. És parte da solução não do problema. És a solução da equação da minha vida. Tudo isto para dizer, preciso de ti.
2 de março de 2010
1 de março de 2010
Bela reflexão
Let there be more joy and laughter in your living
"Don't be afraid to admit that you are less than perfect. Nothing is really over until the moment you stop trying. There is only one happiness in life, to love and to be loved."
Adoro o meu novo caderno :)
25 de fevereiro de 2010
Set the fire to the third bar
Your words in my memory
Are like music to me
I'm miles from where you are,
I lay down on the cold ground
I, I pray that something picks me up
And sets me down in your warm arms
Are like music to me
I'm miles from where you are,
I lay down on the cold ground
I, I pray that something picks me up
And sets me down in your warm arms
31 de janeiro de 2010
Perdi-me. Encontra-me.
Perdi-me. Inconscientemente perdi-me nos meus pensamentos. E não sei mais o que pensar. Não sei o que me quero obrigar a acreditar. Será que posso mesmo acreditar, queria tanto. Queria ser cega e fingir que está tudo bem. Queria acreditar sempre. A insegurança é um medo. É um medo grande que cresce no canto da sala e vai ocupando cada vez mais espaço. A insegurança é um insuflável que vai consumindo tudo o resto até não poder encher mais. Também não há como esvaziar. Ou melhor, haver até há, mas eu não consigo encontrar a peça que me falta. Sei o que é. Chama-se confiança. Não a encontro. Sei que já a tive, sei que já fui dona de uma dose dela mas, perdi-a. Perdi-a assim como me perco nos meus pensamentos. Preciso de me encontrar. Preciso de um apoio, sei que estás aí, sei que estás sempre aí. Quero que me encontres. E já que o podes fazer, traz-me confiança. Faz-me acreditar, eu preciso, eu quero acreditar. Quero encontrar-me. Quero perder-me. Perder-me por ti, perder-me em ti.
31 de dezembro de 2009
Quando somos pequenos.
Quando somos pequenos. Tudo é encantador. Tudo brilha. Tudo está bem. Não há medos, os receios não existem. Há uma porta gigante à nossa espera.. ela que espere. Não temos pressa. Vivemos um dia de cada vez. O pensamento é curto. A antecipação é rara. A preocupação é inexistente. Só existem sonhos. Sonhos de criança. Sonhos de felicidade. Sonhos de que tudo está bem. A realidade confunde-se com os sonhos e só choramos quando temos fome, quanto não temos o nosso brinquedo preferido. Depois tudo desaparece. A realidade é outra. A porta não espera mais. Sempre quis teimar em não entrar. Tive receio. Continuo a ter.. Um dia cedi à minha própria teimosia, enchi o peito de ar, pensei ser forte e quis aventurar-me. Devagarinho espreitei pela porta. Senti uma brisa percorrer o meu corpo, lembro-me de pensar “não é assim tão mau”. Consigo recordar vozes de entusiasmo, algumas gargalhadas, em verdade foram muitas.. e sonhos que se refizeram. Os sonhos voltaram. Arrependi-me da minha teimosia inicial. Mas por pouco tempo. Uma vez mais, tudo voltou a desaparecer. O que estava por detrás da porta tornou-se cruel. Magoei-me. Magoei-me demasiado. Magoei-me como nunca desejaria que alguém se magoasse. Reprimi. Oprimi. Tentei refugiar-me, abrir a porta de novo, voltar atrás. Era tarde demais. Conheci então o choro. Senti a dor. Desesperei por uma saída. Não a encontrei. Assim não tive alternativa e fui vagueando. Vagueando por caminhos menos conhecidos. Vagueando por sentimentos turbulentos e escuros. Perdi a esperança. Perdi a vontade. Aprendi a desacreditar. Aprendi a desconfiar. Assim vivi. Assim ultrapassei a porta. Arrependi-me de o ter feito, mas será que não terei nada aprender com isso? Dizem-me que é altura de arriscar. Eu quero faze-lo. Chega de sentir esta opressão, este receio. Ao mesmo tempo pergunto-me se estarei preparada. Se o quero mesmo. Se não serão os tais sonhos de outrora a guiar-me, uma vez mais, até mais um fosso. Até que ponto quererei arriscar tanto? Não sei dizer. Não sei pensar. Não quero pensar, aliás. Queria ser pequena outra vez. Sentir-me protegida de novo. Quero sentir uma felicidade pura. Sentir um verdadeiro sentimento. Chegar a conclusão que tudo pode ser encantador, tudo pode brilhar e sentir que tudo está bem.
23 de dezembro de 2009
Um dia (...) hoje é o dia.
Nada disto é de minha autoria. Sim, seria bom poder gabar-me de escrever tremenda declaração cheia de sentimento. Mas também não importa. Há alturas em que se faz sentido pouco interessa se fomos nós que o dissemos ou o escrevemos pela primeira vez. É para sentir.
Bem perto de um certo postal estas palavras estão escritas.
Bem perto de um certo postal estas palavras estão escritas.
Luz intermitente segue-me
Confunde-me e deixa-me ao sabor
Do vento e das tempestades que põem à prova o meu amor
Cada quilometro que percorro
Fica marcado na minha pele
Que já parece um diário de estrada
Ao longo desta distância cruel.
Hei! Consegues ouvir-me?
Estou aqui no silêncio do meu quarto
Usando a telepatia
Para conseguir cantar-te.
Hei! Consegues alcançar-me?
Estou em ti no silêncio do teu quarto
Usando esta canção
Para encurtar, entre nós, este espaço.
E a cada metro a mais eu fico
Frustrado a pensar em nós
Sabes que não paro de te amar
O que sinto tem a força na voz.
Hei! Consegues ouvir-me?
Estou aqui no silêncio do meu quarto
Usando a telepatia
Para conseguir cantar-te.
Hei! Consegues alcançar-me?
Estou em ti no silêncio do teu quarto
Usando esta canção
Para encurtar, entre nós, este espaço.
Sei que lá estarás para me amparar
E esta distância eu vou eliminar.
Hei! Consegues sentir-me?
Estas aqui comigo no meu quarto
Num mundo abstracto
E adormeço nos teus braços
E já não há mais distancia...
"morada: junto de mim"
11 de novembro de 2009
Secret.
Watch the sunrise
Say your goodbyes
Off we go
Some conversation
No contemplation
Hit the road
Car overheats
Jump out of my seat
On the side of the highway baby
Our road is long
Your hold is strong
Please don't ever let go Oh No
I know I don't know you
But I want you so bad
Everyone has a secret
But can they keep it
Oh No they can't
I'm driving fast now
Don't think I know how to go slow
Where you at now
I feel around
There you are
Cool these engines
Calm these jets
I ask you how hot can it get
And as you wipe off beads of sweat
Slowly you say "I'm not there yet!
Maroon 5
7 de setembro de 2009
Lembrança dos efeitos da coca-cola.

O auge fez-se sentir pelos finais do ano de 2005. Do lado da família bastavam duas letras para fazer o chão tremer, TR. Era a loucura. Começamos com letras de canções, passamos para as discografias completas, fizemos uma paragem num DVD e acabamos com dois bilhetes no bolso para um concerto do lado de lá do Douro. Tivemos ainda tempo para posters gigantes e t-shirts a condizer. Arrisco-me a dizer que foi o nosso "boom", principalmente depois das risotas "3AM, still standing". E a "Ice" que cada vez fazia mais sentido dedicar a pequenas laranjinhas (muito laranjas) e a hostes francesas que se passeavam em terras nacionais. Por estas alturas já o efeito da coca-cola era conhecido, começava, digo eu, a ser famoso. Seguiram-se umas tentativas falhadas de invadirmos Lisboa com cartazes de Wrestling, ai, como estivemos quase lá. Mas também não perdemos por esperar. Continuamos a fazer historia ao som desse "hit" musical que dá pelo nome de "Tempo" (!) e com o torneio de Wimbledon a ser a constante aprés midi, na mesma altura em que éramos (quase) dados como profissionais de ténis na calçada. Avizinhava-se a chegada e imposição de uma série que ia ser tão marcante que ganharia o estatuto de "preferida" e passou a ser tema de conversa. Os galhardetes que o El Deano e o Sammy trocavam fizeram maravilhas e ficaram gravadas para sempre recordar. Chegou, então, pelo momento que esperamos e em que nos redimimos de 2005. A invasão fez-se ao Palácio de Cristal onde, apesar de não ter nada a ver, podemos jurar ter visto o Jeff Hardy no cimo de um candeeiro.. ou esse era o Cena e o Jeff estava era dentro do autocarro? Acho que nunca ninguém saberá. Nessa noite imortalizamos o conceito alternativo de "passeio" e o efeito da coca-cola foi uma vez mais tema de conversa. Tudo isto são lembranças de uma época. São memórias de uma amizade nunca perdida, talvez um pouco desfalcada pelas circunstancias da vida mas nunca, nunca, perdida. O que posso eu concluir daqui? Que, apesar de toda a "trapalhice" que andamos por aí a espalhar, o verdadeiro efeito da coca-cola, apesar de famoso, é nosso. Tal como a nossa amizade é só nossa, também o efeito da coca-cola a nós diz respeito e connosco permanece. Não desaparece, não se desfaz, não se partilha. Como nós.
PS. A última 'javardice' aqui mencionada segue em baixo.
PS. A última 'javardice' aqui mencionada segue em baixo.
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