24 de setembro de 2010

30 day movie challenge

Uma vez que alguém me lembrou que eu afinal ainda tenho um blog, apesar da dedicação dada ao tumblr, resolvi dar uma nova oportunidade ao blogger. Oportunidade servida também a esta ideia de 30 day movie challenge para ir levando devagarinho e a começar um dia destes ;)

day 01 - your favorite movie
day 02 - the last movie you watched
day 03 - your favorite action/adventure movie
day 04 - your favorite horror movie
day 05 - your favorite drama movie
day 06 - your favorite comedy movie
day 07 - a movie that makes you happy
day 08 - a movie that makes you sad
day 09 - a movie that you know practically the whole script of
day 10 - your favorite director
day 11 - your favorite movie from your childhood
day 12 - your favorite animated movie
day 13 - a movie that you used to love but now hate
day 14 - your favorite quote from any movie
day 15 - the first movie you saw in theaters
day 16 - the last movie you saw in theaters
day 17 - the best movie you saw during the last year
day 18 - a movie that disappointed you the most
day 19 - your favorite actor
day 20 - your favorite actress
day 21 - the most overrated movie
day 22 - the most underrated movie
day 23 - your favorite character from any movie
day 24 - favorite documentary
day 25 - a movie that no one would expect you to love
day 26 - a movie that is a guilty pleasure
day 27 - favorite classic movie
day 28 - movie with the best soundtrack
day 29 - a movie that changed your opinion about something
day 30 - your least favorite movie

26 de abril de 2010

Não tinha sono. Era 1h da manhã.

As lágrimas são umas teimosas. É verdade. Nunca se vão, nunca de cá saem. Fazem questão de aparecer ocasionalmente. Frequentemente. Indesejadas, fazem-se de convidadas. Inoportunas. Por tudo. Por nada. Até pelo que está bem. Formam-se rios a correr pela face. Umas atrás das outras. Sempre tão seguidinhas. Porque não se vão? Eu não as quero. Estou farta delas. Deixam-me a cara vermelha. Os olhos que não enganam ninguém. O nó na garganta que nunca se desfaz. Mais um volta e aparecem elas de novo. Teimosas. Persistentes. Porque voltaram?

2 de março de 2010

Pé descalço.

É assim que me sinto as vezes, com essa condição, é assim que me sinto agora. Parece estranho e é ainda mais difícil conseguir explicar, mas é a verdade e eu não quero fugir dela. Não conseguiria mesmo que quisesse. Há dias em que sinto-me como se saísse de casa com apenas um sapato ou uma sapatilha. Falta-me o outro. Falta-me o outro para poder andar com estabilidade. Falta-me o outro para me lembrar que, pisando o chão frio com o meu pé nu, falta-me qualquer coisa. Falta uma peça. Faltas tu. Sim. Eu sei que é isso. Sempre soube. Há momentos que me faltas tu. E sei que tudo isto é injusto. Um capricho talvez. Mas não deixa de ser o meu sentimento de te querer. De te querer como já te tive. De querer ainda mais do que já te tive. Mas nunca menos. O símbolo da subtracção é pavoroso. É assustador. É destruidor. É frio. É frio como andar descalço de um pé. É frio como pisar um passeio num dia de chuva com um pé despido. É o problema da peça que me falta. É o problema de me faltares tu. Não, eu não quero dizer isto. Não és um problema, nunca serás. És parte da solução não do problema. És a solução da equação da minha vida. Tudo isto para dizer, preciso de ti.

1 de março de 2010

Bela reflexão

Let there be more joy and laughter in your living

"Don't be afraid to admit that you are less than perfect. Nothing is really over until the moment you stop trying. There is only one happiness in life, to love and to be loved."

Adoro o meu novo caderno :)

25 de fevereiro de 2010

Set the fire to the third bar

Your words in my memory
Are like music to me

I'm miles from where you are,
I lay down on the cold ground
I, I pray that something picks me up
And sets me down in your warm arms



31 de janeiro de 2010

Perdi-me. Encontra-me.

Perdi-me. Inconscientemente perdi-me nos meus pensamentos. E não sei mais o que pensar. Não sei o que me quero obrigar a acreditar. Será que posso mesmo acreditar, queria tanto. Queria ser cega e fingir que está tudo bem. Queria acreditar sempre. A insegurança é um medo. É um medo grande que cresce no canto da sala e vai ocupando cada vez mais espaço. A insegurança é um insuflável que vai consumindo tudo o resto até não poder encher mais. Também não há como esvaziar. Ou melhor, haver até há, mas eu não consigo encontrar a peça que me falta. Sei o que é. Chama-se confiança. Não a encontro. Sei que já a tive, sei que já fui dona de uma dose dela mas, perdi-a. Perdi-a assim como me perco nos meus pensamentos. Preciso de me encontrar. Preciso de um apoio, sei que estás aí, sei que estás sempre aí. Quero que me encontres. E já que o podes fazer, traz-me confiança. Faz-me acreditar, eu preciso, eu quero acreditar. Quero encontrar-me. Quero perder-me. Perder-me por ti, perder-me em ti.

31 de dezembro de 2009

Quando somos pequenos.

Quando somos pequenos. Tudo é encantador. Tudo brilha. Tudo está bem. Não há medos, os receios não existem. Há uma porta gigante à nossa espera.. ela que espere. Não temos pressa. Vivemos um dia de cada vez. O pensamento é curto. A antecipação é rara. A preocupação é inexistente. Só existem sonhos. Sonhos de criança. Sonhos de felicidade. Sonhos de que tudo está bem. A realidade confunde-se com os sonhos e só choramos quando temos fome, quanto não temos o nosso brinquedo preferido. Depois tudo desaparece. A realidade é outra. A porta não espera mais. Sempre quis teimar em não entrar. Tive receio. Continuo a ter.. Um dia cedi à minha própria teimosia, enchi o peito de ar, pensei ser forte e quis aventurar-me. Devagarinho espreitei pela porta. Senti uma brisa percorrer o meu corpo, lembro-me de pensar “não é assim tão mau”. Consigo recordar vozes de entusiasmo, algumas gargalhadas, em verdade foram muitas.. e sonhos que se refizeram. Os sonhos voltaram. Arrependi-me da minha teimosia inicial. Mas por pouco tempo. Uma vez mais, tudo voltou a desaparecer. O que estava por detrás da porta tornou-se cruel. Magoei-me. Magoei-me demasiado. Magoei-me como nunca desejaria que alguém se magoasse. Reprimi. Oprimi. Tentei refugiar-me, abrir a porta de novo, voltar atrás. Era tarde demais. Conheci então o choro. Senti a dor. Desesperei por uma saída. Não a encontrei. Assim não tive alternativa e fui vagueando. Vagueando por caminhos menos conhecidos. Vagueando por sentimentos turbulentos e escuros. Perdi a esperança. Perdi a vontade. Aprendi a desacreditar. Aprendi a desconfiar. Assim vivi. Assim ultrapassei a porta. Arrependi-me de o ter feito, mas será que não terei nada aprender com isso? Dizem-me que é altura de arriscar. Eu quero faze-lo. Chega de sentir esta opressão, este receio. Ao mesmo tempo pergunto-me se estarei preparada. Se o quero mesmo. Se não serão os tais sonhos de outrora a guiar-me, uma vez mais, até mais um fosso. Até que ponto quererei arriscar tanto? Não sei dizer. Não sei pensar. Não quero pensar, aliás. Queria ser pequena outra vez. Sentir-me protegida de novo. Quero sentir uma felicidade pura. Sentir um verdadeiro sentimento. Chegar a conclusão que tudo pode ser encantador, tudo pode brilhar e sentir que tudo está bem.