17 de outubro de 2015

Seremos árvores de fruto?

Uma árvore, uma raiz a expandir-se, o caule a crescer, as folhas instaladas e as flores. As flores que depois dão o fruto. As flores que representam o inicio e dão origem ao fruto. Será que uma árvore se sente feliz quando nasce o fruto? Será que se sente completa? 

Agora sim, assentei nesta terra boa, e com alguma perícia das minhas flores dei origem ao fruto. E agora quero ficar com ele, porque ele veio até mim.

Mas será que pode? Será que é seu para ficar com ele? Não será ilusão?
Certo que o fruto é efectivamente fruto de algo. Talvez trabalho. Talvez astúcia, enredo. 
Mas será seu? 

Sim é meu. Não vês como está sempre comigo? Não vês que não importa por quanto as minhas folhas dancem, o meu querido fruto continua comigo? Não sabes que só me quer a mim? Que só tem olhos para mim? 

Será que tem?
A mim parece-me presunção. Excesso de confiança. 
Porque todos sabemos que o fruto vai cair. Vai-se libertar, ser livre. 
Será que cai porque quer? Será que cai porque a árvore que outrora lhe sabia a casa deixou de assim o fazer? Será que precisava de algo mais?

Mas que mais poderia querer? Que mais poderia eu dar a este fruto? Não entendo. Será que não vi? Será que não me apercebi? Se calhar estava demasiado preocupada em admirar o meu feito do que a cuidar dele. Talvez me tenha centrado em mim. Na segurança que era meu. Não vi acontecer. E agora é tarde.

Afinal não era da árvore. Nunca foi. Era posse temporária. 
Era ilusão que tudo estava feito e perfeito. 
A árvore tinha uma ideia. Aquele fruto era seu e pertencia-lhe, ou assim pensava ela. E enquanto pensava, não via o quanto se enganava.

Sim, tens razão. Nada é de nada. Se ao menos tivesse prestado mais atenção, eu devia ter percebido isso. Agora lá vai o meu belo fruto. Na minha cabeça assim o eras, garantido. Deixei-te fugir.
E agora és livre.

14 de outubro de 2015

Day 03 - Your Favorite Action/Adventure Movie

A categoria que se segue no 30 Day Movie Challenge é mais uma daquelas difíceis. Tudo o que envolva um "favorito" torna-se difícil pela quantidade de escolhas possíveis que existem e neste caso não é excepção até porque a categoria de acção/aventura engloba, talvez, a maioria dos filmes que eu já vi na minha vida sendo portanto extra difícil escolher um.

Para a escolha ser mais fácil e começar a delinear possíveis candidatos resolvi recorrer à minha lista de filmes favoritos e de, entre esses, seleccionar um que talvez se sobressaia dos outros dentro desta categoria. A verdade é que o filme que, assim, escolhi para esta categoria é efectivamente um dos meus filmes favoritos e esteve na contenda da escolha da 1ª categoria. Para ser completamente sincera fiquei mais decidida em relação à categoria do meu filme favorito porque sabia que este outro poderia ser incluído numa outra, e esta é a ideal.

Este é um filme de acção e aventura. É um filme de super-heróis que pelo sua grandiosidade situa-se muito acima de todos os clichés cinematográficos que incluem praticamente todos os filmes desta categoria. Digo isto porque apesar de ser um filme de super-heróis, é também provavelmente o melhor filme de acção feito. Um verdadeiro thriller. Nem todos são amantes de filmes de super-heróis mas penso que este filme vai além dessa categoria, podendo ser apreciado por uma muito mais vasta panóplia de pessoas. 

Foi um filme altamente publicitado e badalado. Foi o blockbuster do verão de 2008 e, a meu ver, é ainda melhor do que toda a promoção que lhe foi feita. O meu ponto a favor mais alto vai para a performance dos actores e a maneira gloriosa como os personagens foram tratados pelos produtores e escritores. Tudo bate certo. Diálogos, cenas de acção, a intimidação que é palpável ao longo do filme. E claro, provavelmente uma das melhores performances de um vilão clássico do cinema de sempre, chega a ser quase real. O lado mais dark que este super-herói/vilão precisavam.

O filme: The Dark Knight (2008).

11 de outubro de 2015

No meio do nada.

A paz e o sossego que um local sem ligação à Internet e sem rede no telemóvel pode oferecer durante 3 dias é inqualificável.

É estranho mas sabe bem. Quanto mais afastada do "Mundo" mais ligada a ele sinto estar. 

Ouvir os sons da terra. As árvores, o vento, o som do asfalto quando o piso. 
Os sons vindos da casa dos vizinhos. 
O som da chuva a bater no telhado e depois a alcançar o chão. O miar dos gatos. O ladrar dos cães a vigiar os outros animais.

A quantidade de páginas que queria ler. E li.
O passar das páginas, finalizar um capítulo, começar um novo e continuar sem parar.
Mais de metade do livro já lá vai. 

A música calma que me faz companhia. Uma nova descoberta.
Perfeita companhia. Perfeita para quebrar o leve sossego que se sente.

E imaginar. Sonhar.

8 de outubro de 2015

Day 02 - The Last Movie You Watched

Continuando com o meu desafio de 30 Day Movie Challenge, hoje é dia de enunciar o último filme que vi. Esta não é particularmente difícil porque, primeiro não se passaram muitos dias desde que o vi e segundo porque não tenho de fazer uma escolha pessoal, que são sempre as mais difíceis.

Escolhi este filme (para ver) porque tinha alguma curiosidade, teve uma grande promoção, principalmente no seu país de origem, Estados Unidos, e também pela "piada" do protagonista (e por piada quero dizer que tem a sua piada ver alguém que "conhecemos", de outras bandas, no grande ecrã). Além disso é também um filme que retrata uma catástrofe natural que acontece devido à dinâmica interna da Terra. 

Para mim, este tema é particularmente interessante porque efectivamente estes fenómenos são cada vez mais frequentes, em grande parte devido à actividade do ser Humano em conjunto com factores naturais. Além disso, demonstram aquilo que nós somos nesta vida e no nosso planeta Terra, matéria e nada mais. Infelizmente podemos fazer todos os planos de vida possíveis e imagináveis mas a verdade é que bem no fundo basta um segundo e tudo vai por água abaixo. Não há como controlar a força da natureza e nesse sentido o lema, viver cada dia como se fosse o último ganha um sentido mais real.

No entanto, apesar deste palavreado muito profundo, isto é só um filme. Vale pela mensagem que transmite mas não deixa de ser um filme. Muita acção, do ínicio ao fim, em nenhum momento me senti aborrecida ou a pensar noutras coisas que não no filme em si. A história, obviamente, como em qualquer outro filme do género, acaba por ser bastante previsível, no entanto vale pela acção e pelos efeitos especiais. É um bom filme que garante 114 minutos bem passados.

"Mas afinal que filme é?" Pois, têm razão: San Andreas (2015).


7 de outubro de 2015

O que não podiamos ser.

Não podíamos ir porque dizias que era longe. Não fomos.
Não fomos conhecer porque dizias que era caro. Não conhecemos.
Não visitamos porque não te dava jeito. Não saímos.
Não vimos porque não era aquilo que gostavas. Não aprendemos.
Não saboreamos por alguma razão que disseste. Não experimentamos.
Não brincamos porque eras sério. Não sorrimos.
Não me expressei porque te caia mal, dizias. Não falamos.
Não compramos porque achaste que era foleiro. Não adquirimos.
Não isto porque aquilo. Não nada.

E eu fui embora.

6 de outubro de 2015

Day 01 - Your Favorite Movie

Hoje deve ser dia de recomeços porque é para isso que estou virada e, assim sendo, como promessa que fiz em Setembro de 2010, vou finalmente realizar, aqui no blog, o 30 Day Movie Challenge que nunca cheguei a fazer, apesar da vontade ser muita. No post original podem ver-se as categorias dos diversos dias: aqui. Espero cumprir fielmente o desafio, não digo que o irei fazer todos os dias mas veremos, por isso vamos a meu filme favorito.

Escolher um filme favorito é extremamente difícil. Quer dizer, quantos filmes já vi eu na minha vida? Como posso escolher apenas um? É injusto. Suponho que um filme favorito é aquele que vimos mil vezes e podemos ver ainda mais umas mil (e ate mais que mil). O problema é que há mais do que um filme que eu já vi mais de mil vezes! Da última vez que completei o primeiro dia, aqui, escolhi O Senhor dos Anéis: O Regresso do Rei que é efectivamente um filme que me é muito querido e que nunca hesitarei ver mais mil vezes. 

Realmente é capaz de ser o filme que já vi mais vezes na minha vida e não será por acaso que assim é. Quando gostamos muito de algo temos tendência a manter uma proximidade. Não sei quantas vezes li os livros de JRR Tolkien e muito menos quantas vezes vi a trilogia d'O Senhor dos Anéis que culmina neste filme épico. Para amantes do mundo de fantasia, a Terra Média é o ponto mais alto que se pode alcançar. Tudo é pensado ao pormenor, todos os povos, todos os locais, todos os costumes, todas a linhagens. Tudo isso é este filme. Para os amantes do mundo da fantasia não pode haver uma criação em tela de cinema mais perfeita.

No entanto não me parece bem mencionar o último filme da trilogia sem mencionar os dois primeiros. Para mim não existe O Regresso do Rei sem A Irmandade do Anel ou As Duas Torres, por isso, não escolho apenas o ultimo filme, mas sim a trilogia completa d'O Senhor dos Anéis como o meu filme favorito.

O Senhor dos Anéis: A Irmandade do Anel (2001), As Duas Torres (2002) e O Regresso do Rei (2003).


Abertura 1500

Que saudades de escrever.

É incrível como uma pessoa gosta de escrever e quer sempre fazê-lo mas depois quando chega a hora "H" faltam sempre as palavras, a inspiração. Depois a vontade vai diminuindo lentamente mas fica sempre lá. Por uma ou outra razão volta sempre. E se volta por alguma razão é. E depois de voltar eu estou cá para a acolher e fazer dela alguma coisa.

Costuma dizer-se que "Para todo o fim, um recomeço" e, assim sendo, faço-me escritora novamente e vejo o meu blog como o meu espaço, onde partilho, onde me queixo, onde suspiro, onde simplesmente existo... e quero continuar a existir.

Em celebração de um novo "recomeço" deixo a música que lhe dá nome. Sim é mesmo o nome de uma música!

23 de dezembro de 2013

Merry Christmas!

É finalmente Natal! E apesar de não ser uma época que tenha tanto significado quanto tinha antigamente (não enganemos ninguém, o Natal é "super fixe" quando somos criancinhas!) é provavelmente a minha altura preferida do ano: as luzes, a familia reunida, a mesa cheia, algumas prendinhas (vá!), o frio e a lareira acesa enquanto se vêem filmes de Natal.

Ontem não tive oportunidade de publicar uma nova edição do "Driver Picks The Music" mas já que é Natal ninguém leva a mal (eu sei que isto é do Carnaval mas também serve!) e nada como aproveitar a deixa e deixar aqui uma bela música que é, muito provavelmente, a minha música preferida para esta estação.
Feliz Natal a todos!

John Lennon - Happy Christmas (War is Over)

7 de dezembro de 2013

New beginnings or The Return Journey

I need a new beginning from the old journey.

Yes, that's it. I'm "restarting" my sweet old blog after what has been 3 long years.
Just like a lot of people I was caught up with work/studying and decided to put my blog into second plan but now that i have my college graduation in the bag i feel it's time to go back to the old days.

I miss blogging, i really do. I miss having a place to share whatever i feel like sharing, some music, some new movie I saw and felt it was great, some new super incredible makeup palette i ended up getting my hands on, some amazing wrestling match i saw last week, some incredible soccer result that surprisingly took place and so on and on. Yes i really, really miss it, and now that i'm done with college and, unfortunetly, find myself with a lot of time in my hands between sending one curriculum vitae here and there in hopes to find a job, i really feel like i need to go back in sharing.

So this is a place to, once again, find just about everything. I like so many things it's hard to tell it all but i'll certainly will have time and will to share it all with you! 

I'm starting a "new beginning" with some changes but in fact this is actually me returning to the old journey of blogging and i really feel it's gonna be great and i'll fully enjoy it. Specially because I did kinda brought someone special along into this journey ;)

And just to start the "sharing" process, here's something that's been in my head 24/7!


21 de novembro de 2010

Like spinning plates

Entre conversas. É como me encontro. Entre conversas com os mesmo pensamentos, com as mesmas ideias, com o mesmo final. Diria melhor, com a mesma conclusão. Com tanta conversa se chega a algum lado. Dizem que o silêncio pode dizer muita coisa. Mentira. Silêncio é negação, é medo de falar, é fugir, é esconder. Silêncio é dar voltas em círculos. Silêncio é parar. E quando parar é tudo o que se faz, então, algo está mal. Mal de errado, mal de maldade. Maldade não intencional ou, diriam as más línguas, bem planeada. Planear. É horrível. É irreal. É fugir ao que de melhor podemos ter, espontaneidade. O substantivo que nos dá brilho. Sermos espontâneos é sermos nós mesmos. É sinónimo de naturalidade. Gosto de naturalidade. A naturalidade faz-me sorrir, faz-me sentir que há sempre algo que vale a pena, para o bem ou para o mal, mas está sempre lá alguma coisa. Somos nós próprios. Somos aceites ou negados pelo que somos. Não caímos em fingimento. Somos reais. 

E quando isso desaparece? O que acontece quando tudo se vai? A naturalidade, a espontaneidade? Tudo o que resta é silêncio. De que serve? Silêncio porquê, para que? Não serve. Apagam-se as memórias das conversas. Tomam o seu lugar outras conversas onde o silêncio não existe. São substituídas por palavras. Palavras que nos ensinam. Palavras que abrem os olhos e num ligeiro sussurro nos dizem "o que la vai la vai". O que lá vai só vai por uma razão. Porque perdeu valor. É apenas uma lembrança. É apenas uma memória cada vez mais apagada. É a história de uma sobreposição.

Abrem-se assim as portas às novas conversas. Que o silêncio nunca tome conta delas.

15 de novembro de 2010

Para a prosperidade em tema Harry Potter

Harry Potter 1 - Pedra Filosofal
Harry Potter 2 - Câmara dos Segredos
Harry Potter 3 - Prisioneiro de Azkaban
Harry Potter 4 - Cálice de Fogo
Harry Potter 5 - Ordem de Fénix
Harry Potter 6 - Príncipe Misterioso

E o que está para vir, só para abrir o apetite!

29 de outubro de 2010

Facto #3

Pessoas e coisas estúpidas irritam-me profundamente.

22 de outubro de 2010

day 05 - your favorite drama movie

A verdadeira difícil escolha chega neste "5º dia". Drama (associado a alguns outros géneros cinematográficos como o suspense e a aventura) é aquilo que mais me apela num bom filme da 7ª arte. E por assim ser, e por já muitos filmes ter visto deste género (foram de facto a maioria dos que vi) é quase uma missão impossível escolher um, e apenas um só, como o meu favorito. No entanto parece existir sempre aquela película que mais frequentemente nos vem à memória quando falamos de filmes, aquelas imagens que com facilidade são relembradas por tão bem terem ficado retidas na memória. Eu também tenho um drama que figura nessa definição sendo portanto esse mesmo o escolhido. Sou adepta de filmes "based on a true story" mas por vezes um filme que mesmo não o sendo acaba por relatar uma história com factos reais que, neste caso, devem pesar (e muito) na consciência do ser Humano. Com o talento do Leonardo DiCaprio a ser explorado em bruto a partir do ano de 2004 com O Aviador e com a revelação de um desempenho soberbo do Djimon Hounsou, eis a minha escolha Blood Diamond (2006).



19 de outubro de 2010

Facto #2

Eu perco-me a ver telemóveis. True story!

15 de outubro de 2010

day 04 - your favorite horror movie

Horror não é muito aquilo que mais aprecio na 7ª arte. Aliás, por assim ser, os filmes de horror que vi foram relativamente poucos o que acaba por tornar esta escolha não tão difícil, até porque, por alguma razão desconhecida eu acabo por nunca me conseguir assustar muito em filmes deste género. Assim sendo escolhi um filme que vi confortavelmente numa noite de Inverno na minha sala de estar em DVD e que de horror propriamente dito acaba por não ter muito, mas é um clássico e, para mim, é um filme que apresenta uma certa quietude num ambiente doentio sendo isso o que acaba por tornar o filme freaky. A palavra que encontro para melhor classificar o filme é sinistro. Jack Nicholson como protagonista e "heeere's Johnny!" também ajudou na escolha. All work and no play makes Jack a dull boy, The Shining (1980).


7 de outubro de 2010

5 de outubro de 2010

day 03 - your favorite action/adventure movie

Chegados ao "terceiro" dia tive alguma dificuldade em escolher um filme para a esta categoria. Não pela acção, porque pessoalmente é um género que não me diz muito, mas sim pela aventura que já leva os meus níveis de fascínios para campos mais elevados. Ora então centrando-me mais no que toca a aventura a escolha para esta categoria recai para um filme de 2009 que tive o prazer de assistir no cinema e que me encheu por completo as medidas. Não só porque eu já era fã da ficção que lhe deu origem mas também por ter tido uma óptima realização e desenvolvimento. Ah, e também porque o Zachary Quinto é um perfeito Spock! O filme: Star Trek (2009).

4 de outubro de 2010

So much blablabla

Sinto-me assim hoje. Com vontade de blabla. Não de conversar, de escrever. Blabla escrito. Suponho que sejam saudades. Muitas saudades de já não fazer isto há muito tempo. Quase que me pergunto se ainda consigo. Será que ainda sei escrever? É que me apetece mesmo tanto. Só quero chegar aqui e escrever. A torto a direito. Não quero dizer nada, só quero preencher este quadradinho branco com letras pretas. Porquê? Bem, nem sempre tudo tem um porquê. E eu hoje não tenho um porquê especifico. Porque sim. Porque gosto. Porque me apetece. Porque estou feliz. Porque estou a sorrir. Porque quero. Pronto. Pointless texto chegou ao fim. More later.