2 de novembro de 2015
1 de novembro de 2015
Ler, a quanto obrigas.
Ler é algo que faço com o maior dos gostos. Em verdade é a minha maneira favorita de passar o tempo e sei que apesar de nós, leitores aficionados, sermos uma minoria nos dias de hoje e na nossa sociedade, ainda há por aí muito boa gente que não dispensa a companhia de um livro. E em qualquer dos formatos, seja o livro impresso, o meu preferido, ou nos mais recentes ebooks que confesso terem um aspecto pratico muito interessante, apesar de eu preferir o "folhear" das páginas.
No entanto no nosso país torna-se (quase) impraticável ler. É tudo uma questão de preços e hoje em dia quem não olha a gastos? É difícil, nos dias de hoje, encontrar um bom livro que não se encontra na faixa de preços entre os 17€ e os 25€. Seja biografia, seja romance estrangeiro, literatura nacional, tanto faz. Pessoalmente sou amante dos Romances Policiais e ultimamente tenho grande tendência a preferir os crimes nórdicos cujos autores gostam de escrever séries, e depois de ler o primeiro e o segundo claro que quero ler o terceiro e o quarto e o quinto e quantos mais forem publicados. A cerca de 20€ (média) cada livro, fica cara a brincadeira.
Sempre ouvi dizer, quer no "boca-a-boca", quer na própria comunicação social, que em Portugal se lê muito pouco e que devem ser criadas iniciativas para fomentar a leitura, especialmente nos mais novos, mas com preços destes quem pode? Acredito que muita gente não leia porque ache que é extremamente aborrecido, principalmente comparado com os reality-shows que nos são brindados na televisão portuguesa, mas também quero acreditar que haja muita gente que não lê porque os 20€ que vai dar por um livro lhe fazem falta para comprar pão, manteiga e fruta para comer.
Queridas editoras portuguesas, porque não praticarem preços mais acessíveis para que toda a gente possa desfrutar do prazer da leitura? Na minha lista de leitura encontra-se o próximo livro da Camilla Lackërg intitulado "A Sombra da Sereia" que para mal dos meus pecados custa 19,90€ no Wook e cerca de 17,90€ no note.it, mas é curioso como as traduções inglesas que se podem encontrar no Bookdepository custam entre 10€ e 11€ na versão Paperback que é equivalente ao que temos no nosso país. Isto realmente faz-me crer que a tradução para português tem de ser paga a preço de ouro!
Assim, cada vez se lê menos e seremos, cada vez mais, uma minoria.
29 de outubro de 2015
Day 05 - Your Favorite Drama Movie
A definição de drama, do ponto de vista cinematográfico, assenta numa narração de ficção que se foca mais no lado sério do que no lado humorista, com desenvolvimento de personagens realistas que têm de lidar com emoções e problemas também eles realistas. Isto descreve 90% dos filmes que vi/vejo. Efectivamente, quase todos os filmes que caem nas minhas graças se encaixam, de uma maneira ou de outra, neste género. Sejam eles além de dramas, também, thrillers, crimes, mistérios, etc.
Assim sendo é muito complicado o fim que devo dar a esta categoria, é que são mesmo muitos. Mas como tive de fazer noutras categorias complicadas, tem de haver um critério e nada melhor do que fazer uma pré-selecção de potenciais candidatos e a partir daí avaliar o que se destaca. E perante a indecisão entre duas escolhas, a certeira vai cair naquele que eu vi mais vezes e que, portanto, chama mais por mim.
Todos os pormenores neste filme resultam muito bem para a minha apreciação. Um policia infiltrado na máfia e um mafioso infiltrado na policia que se estão a tentar descobrir um ao outro. Martin Scorcese e Leonardo DiCaprio, uma dupla de sucesso a meus olhos. Jack Nicholson no papel de mafioso, no papel de vilão, que tão bem lhe assenta. Matt Damon e Mark Wahlberg em belíssimas interpretações. Não há nada que eu não goste neste filme. A maneira como Scorcese conta as suas histórias é para mim brilhante e inteligente, ele consegue criar um entretenimento estável durante mais de duas horas de filme. A própria escolha de banda-sonora do filme é top notch. Nada mais do que eu possa dizer acerca deste filme conseguirá fazer-lhe justiça por isso, se ainda não o fizeram, vejam-no e apreciem.
O filme: The Departed (2006).
27 de outubro de 2015
26 de outubro de 2015
Jornalismo, onde estás?
Quando alguém lê este título, pode facilmente dar-me a resposta de que o jornalismo está em todo o lado. Efectivamente. Talvez também concordássemos que hoje em dia qualquer badameco se auto-intitula de jornalista e proclama fazer jornalismo. Certo, mas errado. Porque para mim só é jornalismo se for a sério e se for de qualidade. Algo altamente escasso hoje em dia. Já serão difíceis encontrar jornalistas sérios com material de interesse. Jornalistas que não se deixam pagar e influenciar por opiniões de hierarquias mais altas. Jornalistas que sabem do que falam. Jornalistas que fazem o seu trabalho: seleccionar informação e o meio de a divulgar. Escolher aquilo que merece divulgação.
Vou focar-me hoje principalmente nos telejornais e jornais da noite da televisão portuguesa. O jornalismo televisivo perdeu para mim muito interesse. A primeira razão é que, como devem imaginar, para se ter uma edição de 60 minutos, no mínimo, têm de ser dadas muitas notícias que não interessam a ninguém. E para mim o dar noticias por dar, para encher chouriços como se costuma dizer, não me interessa, nem vou perder o meu tempo com isso. Talvez dos 60 minutos possa aproveitar os 15 primeiros e pouco mais.
A segunda razão é porque não sei que canal escolher, a RTP faz papel de porta-voz, a TVI é sensacionalista que dói e a SIC vai pelo mesmo caminho. A terceira razão é que apesar de eu amar futebol, também gosto de outros desportos, mas acho uma vergonha quando temos um português no campeonato do mundo de MotoGP na categoria de Moto3, a vencer corridas atrás de corridas, e quando nao as vence tem bons resultados, e estes telejornais nem o raio de uma imagem da corrida conseguem! Já nem digo um vídeo, que seja uma foto, mas que ao menos seja da corrida em questão (neste campo penso que a TVI ontem mostrou 15 segundos de video da Malásia, mas quantas corridas foram precisas para termos direito a isto?). Ou então o ténis, que só existe na semana do Estoril Open ou quando o Nadal perde e o Djokovic ganha, e também se passa o mesmo com as imagens usadas nas reportagens, quantas noticias já deram do João Sousa sempre com as mesmas imagens do estoril? Mas o Deus dos Telejornais nos livre de não ser transmitida uma notícia sobre a potencial, possível, talvez sim talvez não, será mesmo, quem sabe, nova namorada do Cristiano Ronaldo. Porque eu não ia conseguir passar o meu dia sem essa fundamental informação!
A quarta, e última razão, tem a ver com o facto de muitas vezes serem ditas coisas e quando é anunciada a noticia não tem NADA a ver. O que me levou a escrever isto tudo foi um exemplo disso mesmo. Estava eu aqui quieta e sossegada no meu canto quando ouvi, numa qualquer televisão ligada cá de casa, a jornalista da TVI anunciar: "Depois de 8 jornadas, os treinadores dos 3 grandes ja fazem contas rumo ao titulo" para introduzir uma noticia intitulada "Sporting faz historia". Eu disse "ah?!" e devo ter feito uma cara esquisita porque segundo me parece, Julen Lopetegui disse "Ainda estamos na oitava jornada e falta tudo para determinar.", Rui Vitória directo ao assunto disse "Em maio fazem-se as contas" e Jorge Jesus no seu estilo disse "Mostramos que somos candidatos mas na segunda volta vamos ter de jogar mais e continuar sempre em crescimento".
Onde estão afinal as contas então? Estarei eu a ver mal ou alguém viu algum destes treinadores a fazer contas? Se calhar Lopetegui ontem foi para a cama e esteve a fazer contas mas isso é lá com ele, certamente a TVI não o saberia. E a esta "brilhante" introdução seguiu-se a notícia que mencionava há quantos anos o Sporting não ganhava por 3-0 na Luz ou há quantos anos este ou aquele facto da história do futebol não acontecia. Então e as contas dos treinadores afinal onde estão? Que tem isso a ver com o raio da notícia? Não entendo.
Assim seguimos, na esperança que o jornalismo acorde pra vida e se encha de qualidade!
24 de outubro de 2015
Day 04 - Your Favorite Horror Movie
Esta é, provavelmente, a categoria mais fácil para mim. E assim o é porque, muito francamente, não tenho muito por onde escolher já que filmes de terror/horror não são de todo algo que eu aprecie ou que, actualmente, sequer me dê ao trabalho de tentar apreciar. Porque já o fiz e porque não me convence, é um género cinematográfico que tão simplesmente me passa ao lado. Além disso, devo confessar, que dos filmes de terror que vi, simplesmente, não tiveram efeito nenhum em mim mas isso deve ser consequência do meu cepticismo sempre que, sabe-se lá porquê, vejo um filme deste género.
No entanto devo dizer que a escolha para esta categoria é um filme que aprecio muito. De certa maneira é um filme que em vez do típico cliché de terror que faz parte deste género de filmes (aqui falando no geral, porque não conheço nada por aí além) apresenta antes uma insanidade mental que chega a ser doentia. É um filme doentio por assim dizer, que roçando o terror/horror se torna bastante interessante e apelativo.
Como cheguei a mencionar anteriormente, porque esta escolha é uma repetição, este filme tem uma certa calma, um sossego aterrador, uma quietude que sabemos estar presa por um fio muito ténue que quebrará a qualquer momento. Há um isolamento assustador e somos empurrados para um jogo psicológico doentio. É um clássico que vale a pena ver, mesmo para os não apreciadores deste género, como eu.
A minha escolha, The Shining (1980).
21 de outubro de 2015
19 de outubro de 2015
A Metamorfose Mental
Pessoalmente, não acho a vida curiosa. Para mim, curiosas são as pessoas, e os seus comportamentos. A maioria das vezes fico fascinada por comportamentos enganadores. Afinal não era bem o que eu pensava. Acho extremamente curioso. A maneira como certas pessoas se mudam. Quase poderiam ser apelidadas de shapeshifters, se calhar sem a parte de mudarem a pele porque essa é sempre a mesma. Daí serem enganadores. É uma metamorfose mental que afecta o comportamento, negativamente na maioria dos casos. É realmente uma curiosidade porque, costumo considerar que algo é curioso quando não encontro uma explicação, e este é o caso.
Posso estar enganada dentro do meu próprio enganado, mas não me parece. No entanto, seria mais um engano, nada de novo aqui. Mas não me parece ser este o caso. É realmente fascinante. Um dia luz, outro dia escuridão. Um dia chove, outro dia faz sol. Como o tempo. Mas será suposto as pessoas serem como o tempo? Suponho que não porque então aquilo que conhecemos como amizade, sociabilidade, a partilha da vida, não seria nada mais que um engano. Felizmente nem todas as pessoas sofrem de metamorfose mental. Infelizmente muitas sofrem e vão ser sempre essas que nos vão marcar. Imediatamente a seguir a dar um passo em falso, instala-se o receio de dar um novo passo, seja ele qual for.
Em seguida impõe-se a verdadeira questão. As pessoas mudam para pior, ou sempre foram assim afinal de contas? Se calhar na altura envergar o verdadeiro eu não era pratico, nem ia ao encontro dos seus propósitos. Talvez fosse isso. Eu acredito mais na ocultação de personalidade, talvez uma metamorfose de algo que já lá estava. Como por exemplo a metamorfose dos insectos até à forma adulta, as asas já lá estavam, só faltava nascerem e desenvolverem-se. O terem asas faz parte do seu ser. Para alguns seres humanos é igual. A habilidade de usar os outros é inata. Sorrisos amarelos, que na altura parecem brancos. Conversas incríveis, é só paleio. Até que a torneira fecha. E depois a metamorfose mental instaura-se e quando finaliza tudo fica claro como água.
É uma pena que assim seja. E é doloroso sofrer as investidas de um shapeshifter. Mas como tudo na vida, isso também passa. A vida vai continuar e dirão os entendidos que o importante é aprender a lição. Talvez tenham razão.
A curiosidade das pessoas é essa.
E não há maior desafio do que encontrar pessoas verdadeiras.
Eu sei que elas existem, isso é um consolo e um incentivo.
Até lá, vou admirando esta curiosidade.
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