6 de dezembro de 2015

Apressa-te livro!

Ler é um facto na minha vida. Sempre que me fizerem a pergunta "Então e que andas a ler?" a responda nunca será "Nada." porque eu tenho sempre um livro à mão, tenho sempre um livro que me acompanha e que vou lendo (uns mais depressa que outros).

Actualmente este lugar é ocupado pela Camilla Lackberg com o seu "A Sombra da Sereia", livro este que eu estava muito ansiosa por ler dada a obsessão que desenvolvi ao ler os dramas nas vidas da Erica e do Patrick nos livros anteriores. Obsessão saudável note-se.


No entanto este livro está demorado. Em 200 páginas já lidas sinto que ainda não sei nada ou apenas muito pouco. E assim se passou quase metade do livro sem acontecer muito coisa. E eu não gosto. Porque quero andar com isto para a frente mas sem um bocadinho de acção a coisa não vai lá!


E a questão da pressa adensa-se quando um outro livro entra em cena (as melhores prendas de anos, muito obrigada meus queridos mãe e pai) e o senhor John Le Carré apresenta-se com o seu "Um Homem Muito Procurado" e a urgência instala-se. Porque quero muito ler este livro. Porque me faz juras de excitação da primeira à última página. Porque chama por mim com o seu cheiro a livro e com aventuras por desbloquear.

Mas a "Camilla" apesar de encravada não merece que a abandone! Não! Até porque se em 200 páginas não aconteceu muito, bem, daqui para a frente talvez seja sempre em alto fulgor! Por isso minha querida vamos a estas páginas, vamos ao ser agarrada pelo livro porque quero apressar-te, não queremos ser rudes e deixar Mister Le Carré à espera muito tempo. 

1 de dezembro de 2015

30 de novembro de 2015

Day 08 - A Movie That Makes You Sad

Um filme que me deixa triste? Bela pergunta com uma resposta difícil. Não porque não tenha já visto filmes que me deixaram uma sensação de tristeza mas normalmente isso só se aplica a uma parte do filme e não ao filme todo. Geralmente o final é relativamente feliz pelo que a sensação de tristeza se desvanece. 

No entanto, pensando nesta categoria, realmente só mesmo um filme me vem à memória porque apesar da história principal que é retratada pelo filme, acaba por ter um final mais ou menos "feliz", todo o filme é envolto por uma aura dramática de momentos vividos perante uma tragédia, um acontecimento real, mais uma manifestação do poder incontrolável da natureza.

Realmente, se alguém não se sente profundamente abalado por uma tragédia tão marcante como esta, com uma devastação tão grande como foi este trágico fenómeno da natureza, então talvez o seu lado humano já tenha desaparecido. Um filme que me fez chorar de verdadeira tristeza. E tive, claro, aquela sensação de ligeiro alivio pela sobrevivência de uma família, o foco principal do filme, mas também de profunda tristeza pelos acontecimentos do dia 26 de Dezembro de 2004 e que aqui são retratados. 

A escolha certa para esta categoria: The Impossible (2012).

27 de novembro de 2015

Um dia (a)normal.


Espirrar umas 40 vezes por dia (num dia bom). Assoar o nariz. Coçar os olhos. Coçar o céu da boca. Sensação de areia nos olhos. Coçar novamente. Olhos vermelhos e a lacrimejar. Nariz a correr. Nariz entupido. Mais assoadelas. Sensação de comichão na garganta. Forçar tosse para aliviar. Mais corrimento nasal. Mais espirros. Mais comichão nos olhos. Muitos lenços gastos. Todo um rasto de destruição na pele que abraça o nariz e em volta dos olhos. Dar uma ajudinha com creme. Grandes camadas de creme. Novos espirros. Novas assoadelas. Mais comichão. Lá se foi o creme. Mais pele seca. Noites intranquilas. Constante sensação de comichão no nariz. Espirros novamente. Acordar para assoar o nariz. Não voltar a adormecer porque o nariz continua a incomodar. E os olhos também. Mais vermelhidão. Sensação de falta de ar. Expectoração constante. Tosse. Mais espirros. Mais comichão no nariz. A dor de cabeça de tanta pressão. De tanto espirrar, de tanto coçar, de tanto enervamento. Mais espirros. Sempre mais e mais espirros. Rinite alérgica, essa minha amiga. 

Assim se passam 90% dos meus dias. E estimar que é 90% já é considerando que tenho 10% de descanso de tudo isto, normalmente só com o efeito de um bom anti-histaminico em cima (Actifed - o único eficaz para o meu caso mas que dá uma soneira tremenda - uns 3 por dia e andava aí como se nada fosse mas, não quero depender de comprimidos) e prevendo que faz o efeito prolongado que preciso. As vezes, infelizmente, nem isso é suficiente. E os 90% sobem facilmente para 95%. Maior parte das vezes o meu nariz e os meus olhos parecem uma batalha campal. Uma batalha que eu nunca consigo ganhar e com a qual estou sempre a ser bombardeada. Sem descanso. Sem um momento de sossego. É saturante. É de uma pessoa querer fechar-se num sitio e ficar lá quieta mas o mais provável é continuar a espirrar. Um tratamento de 15 injecções e eu fiquei na mesma. Tudo me faz mal.

A luz faz-me mal. As camisolas fazem-me mal. Os tapetes fazem-me mal. Os cobertores e as mantas idem. As alcatifas são um atentado à minha saúde. Os cheiros. Os perfumes. Os desodorizantes. As velas. As écharpes. O pó. O maldito pó que nunca se acaba. Ácaros foi o que me disseram. Alergia aos ácaros, o teste provou que sim. Mas como é que se vive sem ácaros? Como? Estão em todo lado. Estão sempre em todo o lado. O pó limpa-se e nos dez minutos seguintes la está ele novamente. Areja-se tudo e mais alguma coisa mas o alivio é pouco. É nenhum. 

Não há alivio. 
E mais um dia na minha vida, igual a tantos outros, assim passará.

23 de novembro de 2015

Queridos Supermercados

Caminhamos a passos largos para o Natal e isso implica certas atitudes por vossa parte. Natal significa, entre outras coisas, Ferrero Rocher. E numa altura da minha vida em que prendas não me dizem grande coisa, é ainda mais importante ter à mão de colher estes maravilhosamente deliciosos chocolates para adoçar este Natal que já se vai sentindo muito frio. 


Aqui faço o meu apelo aos variadíssimos estabelecimentos comercias: 5,20€ (mais coisa menos coisa) por uma caixinha de 16 chocolatinhos é um balúrdio! Dios! Confesso que o Lidl me surpreendeu pela sua antecipação nos meus desejos mas foram extremamente inconvenientes na escolha da data uma vez que não me foi possível deslocar ao seu estabelecimento no fim de semana escolhido para a promoção. Por isso, queridos Continente e Pingo Doce (escolhidos pela sua proximidade) não me desiludam e façam lá uma promoçãozinha - decente! - porque eu preciso de fazer um stock de caixas para consumo próprio e para também oferecer. 

Eternamente agradecida! 

18 de novembro de 2015

Day 07 - A Movie That Makes You Happy

Quando inicialmente penso em filmes que me fazem feliz a minha mente direcciona-se imediatamente para aqueles que é seguro que se me estiver a sentir mal, ou em baixo, ou até triste, irão pôr um sorriso na minha cara, nomeadamente, filmes de animação. Realmente muitos são repletos de comédia e têm uma certa "leveza" tornando-se perfeitos para ajudar a que um sorrisinho surja. No entanto, para esta categoria, queria mencionar o filme que realmente me deixou um sorriso nos lábios mas não só por momentos de comédia (apesar de os ter e de serem mesmo muito bons). 

Este é um filme sobre amizade, sobre os valores que são importantes na vida e sobre simplicidade. É-me difícil explicar o quanto este filme me tocou e o quanto acho que deveria ser visto em larga escala. O sentimento de felicidade que retenho em relação a este filme é o quanto uma amizade improvável pode mudar uma vida, mesmo contra argumentação de pessoas próximas, derrubando barreiras e preconceitos impostos pela sociedade. É uma história simples onde duas pessoas comuns se tornam extraordinárias e nem se dão conta de como fazem bem uma à outra. Tornando tudo ainda mais intenso e mais maravilhoso é o facto de ser uma história real. São os pequenos gestos que fazem a diferença e este filme é um autêntico relembrar dos valores mais importantes da Humanidade. Um filme que me faz chorar de alegria.

O filme: Intouchables (2011).

15 de novembro de 2015

Uma carta para ti.

Quando procuro em mim não encontro nada. Nem um único bocadinho de ti. Nada. Não te vejo mais. Não te quero ver, céus, não quero mesmo. Agora já és outra pessoa. Talvez sempre tenhas sido mas eu não vi isso. Não imediatamente pelo menos. 

Mas sabes que mais? Eu não me importo. Ás vezes ate me surpreendo a sorrir. Sim, a sério, e é mesmo curioso. Sorrio porque eu sei. E tu não sabes que eu sei. E é quase divertido ver-te a mostrares quem não és. É como ver um Pai Natal disfarçado e estares farto de saber quem está debaixo da máscara mas o esforço que ele faz para não dar nenhuma pista. Tu deste muitas. E a tua máscara caiu sem saberes. Ainda pensas que a tens, mas não, vê bem, ela caiu. Resta o verdadeiro tu. Nu e cru. Previsível. Desonesto.

O meu sorriso não o podes ver. Infelizmente para ti porque se calhar se o visses sabias o erro que cometes. Sabias que eu não choro. Sabias que a minha pele é um escudo. E o lado direito do meu cérebro já não reage a ti. Sim, sabes bem que ao meu coração nunca chegaste. Eu não tenho pena de ti. Foste só uma ideia. Uma passagem no meu livro. Eu sei a falta que te faço. Eu sei que te faltam os meus ouvidos que estavam sempre dispostos a ouvir. Eu sei que te falta o meu apoio. Mas tu pensas que não, não sabes que já começou. Darás conta disso, e aí vai-te faltar o chão, e tudo quanto tens feito se voltará contra ti.

E aí saberás que a tua máscara caiu e já não te protege.