(Também a 100ª mensagem aqui no blog!)
11 de dezembro de 2015
Quase Que Me Enganavam Malandros, Mas Não Foi Desta
O respeito pelos clientes é algo que parece ter desaparecido. Um dia estava lá e no outro dia já não estava. Sumiu-se. Evaporou-se. Talvez tenha deixado de ser essencial? De certeza que não mas por algum motivo deixou de ser algo presente na íntima relação temporal que se estabelece entre vendedor e comprador. Será o desleixo uma nova forma de vender? Ou será mais o querer enganar o parceiro (comprador neste caso)? Eu vou mais nesta última, e passo a explicar o meu problema.
Sou consumidora de lojas online. Confesso que sair de casa para ir comprar isto e aquilo deixou de ser a minha primeira opção. Não, primeiro vou ver aqui na internet o que há e os preços e se com portes compensa etc etc etc. Já é assim há muito tempo e vai continuar a ser, uma vez que sinto-me bastante satisfeita com todas as compras que tenho vindo a fazer online. Há o lado cómodo da questão e também prático - porque nem todos vivemos à beira dum Centro Comercial ou em cidades com grande desenvolvimento comercial.
Mas a porca ia torcendo o rabo mesmo no processo final de uma encomenda (nem era processo final, já estava feita, só faltava pagar) não fosse eu pessoa de dar bastante consideração a uma possível compra antes de a fazer, não fosse eu ver 1500 sites diferentes antes de a adquirir. Já agora não me estou a auto-intitular porca, este será mais o nome certo para esta loja que se armou em espertinha, sim Insania, quase que me enganavas. Gostaria também, antes de prosseguir, de fazer notar que já tinha feito uma compra nesta loja sem qualquer problema.
Ora eu estava em processo de adquirir uma prenda de Natal para um membro da família. Efectivamente tinha encontrado a prenda quase perfeita, era mesmo aquilo e o preço era aceitável. Havia duas opções, uma a 21,95€ e outra a 22,95€ e eu resolvi optar por esta última uma vez que me pareceu de melhor qualidade. A loja em questão atribui envios gratuitos a partir de 25€, pelo que ,pensei eu, em vez de pagar mais 4,50€ pelo envio da encomenda, vou dar aqui uma vistinha de olhos e escolher uma treta qualquer para perfazer os tais 25€. Assim entrou em cena um aquecedor de mãos de 2,45€. Perfeito, faziam-se 25,40€ e já não pagava mais nada.
Efectuei a encomenda e escolhi o método de pagamento como Multibanco e depois veio a surpresa. Aconteceu o impensável! Quando recebi a informação com os dados para pagamento o valor total era de 35,40€, "WTF????" pensei eu. Ainda imaginei ter-me enganado em alguma quantidade, pode acontecer, mas qual não é o meu espanto ao verificar que a dita prenda que eu queria comprar, miraculosamente aumentou 10€ desde que eu iniciei o processo de compra até que finalizei (o que demorou uns escassos minutos!) Custava agora 32,95€! No site Kuantokusta, onde habitualmente costumo consultar preços ainda podemos ver a dita cuja a 22,95€, prova que era isso que custava e eu não estou, afinal, tolinha.
Estou completamente abismada, e logo 10€ de uma só vez. Bem, a isto se pode chamar inflação instantânea! Mais rápida que a tua encomenda! Claro que pedi imediatamente o cancelamento da mesma e penso que esta situação é toda ela lamentável. Ridícula até, acho que ainda me estou a rir do que aqui, nesta noite de 10 de Dezembro (sim ainda era dia 10!), sucedeu. Mais uma prova de falta de respeito por um cliente, mais um acto que deixa muito a desejar.
Mas bem meus queridos malandros, para vosso azar eu realmente dei conta do sucedido e de mim já não levam a compra desta encomenda e de mais nenhuma certamente.
É quase como se não se importassem, mas eu cá importo-me, e muito, por isso... how about no!
Mas bem meus queridos malandros, para vosso azar eu realmente dei conta do sucedido e de mim já não levam a compra desta encomenda e de mais nenhuma certamente.
É quase como se não se importassem, mas eu cá importo-me, e muito, por isso... how about no!
Actualização: Em resposta ao cancelamento da encomenda (com exposição do sucedido) foi-me dito que o preço do artigo deve ter sido actualizado durante o processo de encomenda. Isto para mim ainda borra mais a pintura porque então será normal aumentar 10€ no preço de um produto assim dum minuto para o outro! Valente! Até dá vontade de rir, isto é mesmo ver quem rouba mais!
8 de dezembro de 2015
Day 09 - A Movie That You Know Pratically The Whole Script Of
Esta não é muito difícil, apesar de eu ter visto muitos filmes diversas vezes, mas há sempre aqueles que fixamos mais ou há sempre aquele que quando era uma criancinha via vezes e vezes sem contas, então na altura do Natal ainda mais. Já para não falar que volta e meia os canais de televisão também faziam o favor de dar uma nova repetição.
Este é um filme engraçado, um bom filme de domingo como se costuma dizer, e a verdade e que o vi e revi vezes sem conta. E não me arrependo porque realmente é uma óptima maneira de passar uma tarde de domingo, é um bom filme de companhia. E é também muito engraçado. Escolhi para esta categoria a versão "2" do filme uma vez que foi mesmo este que vi mais vezes, aliás tenho praticamente a certeza que primeiro vi o segundo e só depois o primeiro. Por ser um filme que me agrada facilmente maioria do roteiro ficou-me retido na cabeça. E com agrado. Aliás agora que menciono este filme até fiquei com vontade de o voltar a rever, quem consegue esquecer aquela fantástica loja de brinquedos, o sonho de qualquer criança? Este filme é também uma boa lembrança de quando Macaulay Culkin era aquele menino loirinho adorável e super saudável e engraçado!
A minha escolha: Home Alone 2: Lost In New York (1992).
Merry Christmas you Filthy Animal !
6 de dezembro de 2015
Apressa-te livro!
Ler é um facto na minha vida. Sempre que me fizerem a pergunta "Então e que andas a ler?" a responda nunca será "Nada." porque eu tenho sempre um livro à mão, tenho sempre um livro que me acompanha e que vou lendo (uns mais depressa que outros).
Actualmente este lugar é ocupado pela Camilla Lackberg com o seu "A Sombra da Sereia", livro este que eu estava muito ansiosa por ler dada a obsessão que desenvolvi ao ler os dramas nas vidas da Erica e do Patrick nos livros anteriores. Obsessão saudável note-se.
No entanto este livro está demorado. Em 200 páginas já lidas sinto que ainda não sei nada ou apenas muito pouco. E assim se passou quase metade do livro sem acontecer muito coisa. E eu não gosto. Porque quero andar com isto para a frente mas sem um bocadinho de acção a coisa não vai lá!
E a questão da pressa adensa-se quando um outro livro entra em cena (as melhores prendas de anos, muito obrigada meus queridos mãe e pai) e o senhor John Le Carré apresenta-se com o seu "Um Homem Muito Procurado" e a urgência instala-se. Porque quero muito ler este livro. Porque me faz juras de excitação da primeira à última página. Porque chama por mim com o seu cheiro a livro e com aventuras por desbloquear.
Mas a "Camilla" apesar de encravada não merece que a abandone! Não! Até porque se em 200 páginas não aconteceu muito, bem, daqui para a frente talvez seja sempre em alto fulgor! Por isso minha querida vamos a estas páginas, vamos ao ser agarrada pelo livro porque quero apressar-te, não queremos ser rudes e deixar Mister Le Carré à espera muito tempo.
Actualmente este lugar é ocupado pela Camilla Lackberg com o seu "A Sombra da Sereia", livro este que eu estava muito ansiosa por ler dada a obsessão que desenvolvi ao ler os dramas nas vidas da Erica e do Patrick nos livros anteriores. Obsessão saudável note-se.
1 de dezembro de 2015
30 de novembro de 2015
Day 08 - A Movie That Makes You Sad
Um filme que me deixa triste? Bela pergunta com uma resposta difícil. Não porque não tenha já visto filmes que me deixaram uma sensação de tristeza mas normalmente isso só se aplica a uma parte do filme e não ao filme todo. Geralmente o final é relativamente feliz pelo que a sensação de tristeza se desvanece.
No entanto, pensando nesta categoria, realmente só mesmo um filme me vem à memória porque apesar da história principal que é retratada pelo filme, acaba por ter um final mais ou menos "feliz", todo o filme é envolto por uma aura dramática de momentos vividos perante uma tragédia, um acontecimento real, mais uma manifestação do poder incontrolável da natureza.
Realmente, se alguém não se sente profundamente abalado por uma tragédia tão marcante como esta, com uma devastação tão grande como foi este trágico fenómeno da natureza, então talvez o seu lado humano já tenha desaparecido. Um filme que me fez chorar de verdadeira tristeza. E tive, claro, aquela sensação de ligeiro alivio pela sobrevivência de uma família, o foco principal do filme, mas também de profunda tristeza pelos acontecimentos do dia 26 de Dezembro de 2004 e que aqui são retratados.
A escolha certa para esta categoria: The Impossible (2012).
27 de novembro de 2015
Um dia (a)normal.
Espirrar umas 40 vezes por dia (num dia bom). Assoar o nariz. Coçar os olhos. Coçar o céu da boca. Sensação de areia nos olhos. Coçar novamente. Olhos vermelhos e a lacrimejar. Nariz a correr. Nariz entupido. Mais assoadelas. Sensação de comichão na garganta. Forçar tosse para aliviar. Mais corrimento nasal. Mais espirros. Mais comichão nos olhos. Muitos lenços gastos. Todo um rasto de destruição na pele que abraça o nariz e em volta dos olhos. Dar uma ajudinha com creme. Grandes camadas de creme. Novos espirros. Novas assoadelas. Mais comichão. Lá se foi o creme. Mais pele seca. Noites intranquilas. Constante sensação de comichão no nariz. Espirros novamente. Acordar para assoar o nariz. Não voltar a adormecer porque o nariz continua a incomodar. E os olhos também. Mais vermelhidão. Sensação de falta de ar. Expectoração constante. Tosse. Mais espirros. Mais comichão no nariz. A dor de cabeça de tanta pressão. De tanto espirrar, de tanto coçar, de tanto enervamento. Mais espirros. Sempre mais e mais espirros. Rinite alérgica, essa minha amiga.
Assim se passam 90% dos meus dias. E estimar que é 90% já é considerando que tenho 10% de descanso de tudo isto, normalmente só com o efeito de um bom anti-histaminico em cima (Actifed - o único eficaz para o meu caso mas que dá uma soneira tremenda - uns 3 por dia e andava aí como se nada fosse mas, não quero depender de comprimidos) e prevendo que faz o efeito prolongado que preciso. As vezes, infelizmente, nem isso é suficiente. E os 90% sobem facilmente para 95%. Maior parte das vezes o meu nariz e os meus olhos parecem uma batalha campal. Uma batalha que eu nunca consigo ganhar e com a qual estou sempre a ser bombardeada. Sem descanso. Sem um momento de sossego. É saturante. É de uma pessoa querer fechar-se num sitio e ficar lá quieta mas o mais provável é continuar a espirrar. Um tratamento de 15 injecções e eu fiquei na mesma. Tudo me faz mal.
A luz faz-me mal. As camisolas fazem-me mal. Os tapetes fazem-me mal. Os cobertores e as mantas idem. As alcatifas são um atentado à minha saúde. Os cheiros. Os perfumes. Os desodorizantes. As velas. As écharpes. O pó. O maldito pó que nunca se acaba. Ácaros foi o que me disseram. Alergia aos ácaros, o teste provou que sim. Mas como é que se vive sem ácaros? Como? Estão em todo lado. Estão sempre em todo o lado. O pó limpa-se e nos dez minutos seguintes la está ele novamente. Areja-se tudo e mais alguma coisa mas o alivio é pouco. É nenhum.
Não há alivio.
E mais um dia na minha vida, igual a tantos outros, assim passará.
23 de novembro de 2015
Queridos Supermercados
Caminhamos a passos largos para o Natal e isso implica certas atitudes por vossa parte. Natal significa, entre outras coisas, Ferrero Rocher. E numa altura da minha vida em que prendas não me dizem grande coisa, é ainda mais importante ter à mão de colher estes maravilhosamente deliciosos chocolates para adoçar este Natal que já se vai sentindo muito frio.
Aqui faço o meu apelo aos variadíssimos estabelecimentos comercias: 5,20€ (mais coisa menos coisa) por uma caixinha de 16 chocolatinhos é um balúrdio! Dios! Confesso que o Lidl me surpreendeu pela sua antecipação nos meus desejos mas foram extremamente inconvenientes na escolha da data uma vez que não me foi possível deslocar ao seu estabelecimento no fim de semana escolhido para a promoção. Por isso, queridos Continente e Pingo Doce (escolhidos pela sua proximidade) não me desiludam e façam lá uma promoçãozinha - decente! - porque eu preciso de fazer um stock de caixas para consumo próprio e para também oferecer.
Eternamente agradecida!
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