A sensação é real. A sensação de ser usada é horrível. A traição. Aquela que sabia que ia acontecer, era inevitável, previsível até, mas, no fundo, só acreditamos quando realmente acontece. É como bater de frente, imagino eu. Nada ampara o choque. O embate é brutal. Inqualificável. Talvez seja como se me arrancassem a pele aos poucos, lentamente para doer mais e mais prolongadamente. Uma traição leva sempre algo de nós, porque no fundo como podemos viver sem nos darmos, por muito ou pouco que seja? E depois essa parte vai-se, para nunca mais voltar. É arrancada a sangue frio. Dói. Magoa. Esmaga. E depois o que sobra? O vazio. Familiar e desconfortável. Cada vez maior, cada vez mais profundo. Talvez um dia seja tudo o que sobra...
6 de fevereiro de 2016
4 de fevereiro de 2016
24 de janeiro de 2016
Prometeste que ias lutar.
Onde está a tua luta? Onde está a tua garra? Onde está o teu querer viver?
Não queres! Não podes querer. Quem quer não age assim. Não te ensinaram a lutar? Não te disseram que és tu que tens de lutar? Eu quero lutar contigo mas não posso. Tens de ser tu.
Só te vejo assim. Em baixo. Triste, apagado, deprimido, doente. Sem vontade. Sem esperança. Sem um raio de uma única vontade de nada. Sem o raio de um querer. Sem nada. Assim só e tu só. Sozinho, abandonado, fechado no teu mundo que não partilhas com ninguém. Enclausurado nos teus pensamentos. Preso no teu pessimismo. Refém do teu pesadelo, acorrentado pelo teu desespero. Liberta-te por favor! Luta! Luta caramba! Luta com tudo o que tens! Eu não peço muito, só peço isso.
Quero ser egoísta e ver o teu sorriso de novo. Ouvir as minhas gargalhadas como resultado das tuas piadas. Ver os teus olhos brilharem. Reclamares porque não temos humor! Lembras-te dessa? Porque não apreciamos o teu bom humor! Volta a ser quem eras. Eu preciso de ti. Precisamos todos de ti. Respira fundo e vai à luta! Não esperes que te venham buscar. Não esperes por nada porque não vai acontecer. Tens de ser tu. Tens de ser tu a lutar, tens de ser tu a querer. Por favor! Já te tentei dar mil empurrões, nada resulta. Já tentei irritar-te. Já tentei fazer-te sorrir. Já tentei tudo. Sinto-me invalidada pelo meu falhanço por isso faço este apelo.
Luta! Luta com tudo o que tens, ainda que seja pouco.
Não te deixes vencer. Tens todas as chances de ser vitorioso.
Merda, vai à luta!
22 de janeiro de 2016
És quase um sonho. Um daqueles que custa mesmo acordar e enfrentar a realidade que se impõe. Um daqueles que parece mesmo real. Um daqueles que nunca vou esquecer. Até podias ser quase um sonho acordado. Uma constante. Uma presença absurdamente perfeita. Tens a capa perfeita. Tudo aquilo que alguém poderia querer. A máscara mais bela que alguma vez vi. A voz mais doce. A pele mais suave. Mas afinal não era bem assim. És um sonho sim. Um daqueles que preferi acordar. Um daqueles que era irreal. Um daqueles que já esqueci.
18 de janeiro de 2016
16 de janeiro de 2016
Day 13 - A Movie That You Used To Hate But Now Love
Sim, eu mudei o título original do dia 13, porque me pediam um filme que eu costumava adorar e que agora odeio/não gosto mas, após serio pensamento neste assunto, realmente não me ocorre nenhum filme que se encaixe nessa descrição. Regra geral continuo a gostar do filmes que sempre gostei, uns mais que outros é certo mas não consigo escolher um filme que tenha passado de yay a nay! Mas, no entanto, tenho exactamente o contrário, filmes que não gostava, que por uma ou outra razão não me chamavam a atenção mas depois se fez luz e fiquei fã. E já que ia desperdiçar esta categoria resolvi simplesmente alterá-la para servir os meus propósitos!
Este não é só um filme mas uma carrada deles mas eu vou apenas falar do primeiro. Nunca quis ver este filme, era algo que sabia me ia atormentar por não ser adepta deste género como já disse muitas vezes. E das poucas vezes que espreitei o filme, sem o ver totalmente, nunca me interessei por ver o resto nem sequer o quis fazer. Até que com muita insistência lá cedi "sim ok, está bem, vamos lá ver isso", e fiquei fã. A história por detrás de todo este filme deixou-me fascinada, e além disso há uma grande lição de moral a tirar se conseguirmos ultrapassar o horror pelo qual essa mesma lição é ensinada. Além disso, especificamente, no primeiro capítulo destes filmes confesso, o final foi uma autêntica surpresa e aquele plot twist que qualquer amante de cinema anseia ver mesmo no final.
Escolha fácil para a minha própria categoria: Saw (2004).
15 de janeiro de 2016
A chuva fez folga, pelo menos por um dia. Consegui ir caminhar, finalmente. Céus, que saudades eu tinha disto. Andar sem rumo a sentir o ar frio do Inverno na cara e a manter sempre um olhar atento ao céu em alerta de qualquer ameaça de chuva. E deixar o pensamento fazer o que quer, seguir o seu curso natural e repousar longe, bem longe daqui, num local que me dá conforto e me faz sorrir. Se ao menos todos os dias pudessem ser assim.
12 de janeiro de 2016
Subscrever:
Mensagens (Atom)