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24 de agosto de 2016

Livros Na Mala

A vida vai mudar, já não falta muito, e espero que seja para melhor. Certamente que será. 
Aqui a vossa amiguinha finalmente arranjou uma nova etapa na sua vida e para isso vou ter de me mudar. Sim vou continuar aqui por terras Lusas, o que me deixa muito contente, mas digamos que mais a Sul, bem mais a Sul, o mais a Sul possível!

Vou com a mala cheia de motivação e cheia de boas esperanças para ser um bom começo e quem sabe uma porta para o futuro. Além disso, a mala vai cheia de livros claro está!


Estas foram as escolhas práticas para o momento e já me parece uma boa dose de livros que para aqui levo, mais que suficientes para me manter ocupada durante uns bons tempos!

Outlander A Viajante, A Filha do Capitão e Os Crimes Patrióticos/As Férias de Poirot que já havia mencionado no meu post anterior de leituras futuras vão comigo claro para eu me manter fiel à minha listinha dos livros que quero ler, e a estes juntaram-se mais alguns:

Os Pilares da Terra Vol I e Vol II - Ken Follet 
Esta foi uma escolha repentina pela necessidade de ir de férias e não levar o Outlander comigo, uma vez que este é gigante e pouco prático, e era um livro que já há muitos anos queria ler. Agora vou ter essa a oportunidade uma vez que comecei a ler o primeiro e vou leva-lo até ao fim.

Expiação - Ian McEwan 
Este é provavelmente o livro que já toda a gente leu, ou quem não leu provavelmente viu o filme. Eu cá encaixo no terceiro grupo, onde talvez me encontre sozinha, em que não vi o filme nem sequer li o livro o que conto fazer agora em breve. Não li sequer nenhuma opinião do livro por isso será uma total surpresa, apesar de ter uma ideia da história devido à febre que o filme causou aquando do seu lançamento.

A Mão de Rasputine - William M. Valtos
O wild card da minha lista é este, porque não conheço absolutamente nada de nada deste livro, no entanto já anda cá em casa há muito tempo e a minha mãe descreveu-o como "macabro" portanto eu achei que valeria a pena levá-lo e dar-lhe uma oportunidade de leitura. Esta associação poderia querer fazer de mim uma pessoa estranha que gosta de coisas macabras, mas garanto, é meramente uma associação, eu sou muito normal!

A Sangue-Frio - Truman Capote
Um livro que quero muito ler e que já quase o fiz, lembro-me de o ter deixado mais ou menos a meio há muitos anos atrás quando o comprei, pouco antes de ter sido lançado o filme inspirado no mesmo - que, já agora, é belíssimo e eu adorei - e agora aqui vai nova oportunidade para o ler do inicio ao fim.

13 de julho de 2016

Leituras: Nicky Pellegrino - Os Ingredientes do Amor

Sim, é verdade, eu pequei. Larguei o Saramago após muita resistência mas tinha de ser, simplesmente porque me estava a tirar todo e qualquer gozo da leitura, sem ofensa, porque ele é fantástico e eu estava a gostar de tudo quanto se passava n'O Memorial do Convento, mas bem, todos sabemos como o Saramago escreve e como às vezes é dificil manter a concentração. Não é um "adeus", não vou desistir do livro (novamente) é apenas um "até já".

Ora e para me refazer com as leituras e para aliviar a tensão da leitura que ficou a meio, nada como um típico "livro de verão" de leitura fácil, onde a minha concentração não tem de estar a 100% e com uma escrita leve e fácil. Assim entrou em cena este livro da Nicky Pellegrino, autora que eu já tinha lido antes mas nunca este "Os Ingredientes do Amor". 

Primeiro do que tudo tenho de dizer, este livro dá fome. A autora faz incríveis descrições de fantásticos pratos de spaghetti, ravioli, alcachofras, ricotta, molhos de tomate, entre muitas outras maravilhas da cozinha italiana. É impossível não ficar com água na boca e imaginar o quão saborosos são estes pratos. E todas as restantes descrições de uma localidade conhecida como Triento, típica região pacata e italiana, são incríveis. Este é um livro de amor a Itália e à comida, sendo que a acção se passa entre esta vila e Londres. 

Neste livro somos levados a conhecer a Alice, uma rapariga que sofreu uma violação por parte de um desconhecido após o termino do seu namoro com o Charlie e que desde aí toda a sua vida mudou, ou assim ela achou que precisava de mudar, afundando-se em trabalho, conhecendo um recente amor pela cozinha e por se querer tornar uma chef, a pressão de trabalhar numa cozinha de um restaurante a toda a velocidade. 

Ao mesmo tempo todas as duvidas inerentes que uma pessoa tem na vida. Se é mesmo isto que quero? Porque não me sinto feliz? Que significado tem a minha vida? Tomei as decisões certas? Tudo questões pertinentes e que tornaram para mim esta Alice uma personagem extremamente real. Neste aspecto gostei muito do livro porque se inicialmente pensava que ia ler um romance à la Nicholas Sparks, fui muito bem enganada e este não é de facto um livro que nos faz sonhar porque as coisas vão correndo bem. Não, absolutamente não. A cada nota positiva, logo duas ou três negativas, tal como é na vida real. 

No entanto, e não querendo entrar em muitos detalhes, a historia é muito bem desenvolvida e é cativante até cerca de 3/4 do livro mas depois torna-se extremamente previsível e aborrecida. É uma pena porque com um bocadinho mais de impacto, este livro ficaria em muito melhor conta segundo a minha perspectiva. 

Mas efectivamente não foi um final bom, não gostei, achei mesmo um final cliché quase, não estando eu a dizer que foi o típico final feliz, foi simplesmente muito previsível, e fácil. Parece que a autora foi mesmo pela via mais fácil possível, o que é uma pena. Igualmente também penso que faltou mais emoção ao livro, gosto de ler livros que me deixam ansiosa, com medo, irritada, entre outras coisas. Esta foi apenas uma leitura agradável e leve para seguir para coisas mais elaboradas. Ainda assim aconselharia este livro a alguém que precisamente procurasse algo leve e fácil e bom para entreter durante alguns dias. 

23 de maio de 2016

Leituras: Alice Clayton - Wallbanger

Eu sei, eu sei, a capa deste livro é altamente (e impossível de ignorar) sugestiva! E também sei que não foi há muito tempo que fiz aqui a última review mas em verdade eu li este livro super rapidinho por isso vamos lá a uns quantos elogios porque realmente eu só tenho coisas boas a dizer!

Não este não é um livro complexo, não é um livro histórico, não é um livro pesado,  não é um livro que nos ensine algo incrível ou nos deixe a pensar na vida, mas é sim um livro absolutamente divertido. É acima de tudo um livro leve, uma autentica companhia, é como uma amiga com quem vamos ao café conversar e rimos de tudo e mais alguma coisa e fazemos fofocas e trocamos impressões disto e daquilo. É um livro hilariante e bem... excitante. Porque o é mesmo, não posso negar, há muitos momentos de tensão sexual descritos neste livro, ora não façam essa cara de chocados, eu disse que a capa era sugestiva não disse?

E mesmo ultrapassando esses momentos eu achei este livro genial. No me lembro da ultima vez que li um livro que me fizesse rir tanto, não só pela historia mas pela escrita fantástica desta autora. É de uma astucia fantástica e é uma leitura tão mas tão agradável que dificilmente consegui pousar este livro para fazer outras coisas. Foi uma leitura leve devo dizer, uma leitura que me ajudou a "descansar" depois da complexidade do ultimo livro que li, e que é muitas vezes necessária porque neste momento o meu cérebro está mais descansado e pronto para um novo desafio literário!

Algo ainda também que devo mencionar e muito positivo neste livro, é que relata uma história que foge aos típicos dramas presentes nestes "romances" literários e que muitas vezes me surpreendeu por ter acontecido exactamente aquilo que eu estava à espera que acontecesse, a minha cabeça ascendia logo aos típicos clichés e pensava "claro que isto agora vai acontecer" mas afinal não! Por entre uma leitura tão agradável foi igualmente refrescante ser surpreendida por estes pequenos momentos de contradição de imprevisibilidade. Sem dúvida que a companhia da Caroline e do Simon foi fantástica nestes últimos dias mas quem pode sequer passar ao lado do adorável Clive que é o melhor gato do Mundo?!

Recomendo vivamente a quem se queira divertir (muito) enquanto entra nesta história hilariante e descomplexada. 

18 de maio de 2016

Leituras: Katherine Neville - O Fogo

Fresquinho de acabar de ler, terminei na noite passada, este livro de Katherine Neville, O Fogo, que é a continuação do fantástico O Oito que deu inicio a esta trama gigante que envolve pessoas num perigoso Jogo à volta do Xadrez de Montglane, é um excelente livro e uma óptima companhia, que eu adorei ter comigo durante este tempo enquanto o lia.

Tal como no livro anterior, em O Fogo a autora vai narrando duas histórias ao mesmo tempo, uma do presente e outra do passado, mas cujos acontecimentos importam e têm significado para o futuro das personagens envolvidas. 

Muito resumidamente e para não me repetir da publicação que fiz a falar deste livro enquanto ainda o estava a ler (aqui), neste novo enredo, Katherine Neville conta-nos a entrada da filha do casal Alexander Solarin e Catherine Velis, Alexandra, neste jogo de xadrez personificado ou seja onde os personagens são efectivamente as peças num tabuleiro de xadrez no dia-a-dia com jogadas quer de ofensiva quer de defensiva para obter por um lado poder mas por outro alcançar o verdadeiro segredo e objectivo encerrado neste mítico Xadrez que foi criado há mais de dois mil anos.

No entanto, ao contrário do que acontece em O Oito, onde existem imensos relatos de confrontos e conturbados encontros entre membros das duas equipas (a equipa branca e a preta) pela procura e descoberta das famosas peças de xadrez, em O Fogo em vez do Jogo propriamente dito existe mais uma procura pela descoberta do verdadeiro segredo encerrado no Xadrez de Montglane. Ainda que seja uma leitura bastante complexa e que exija uma especial concentração por parte do leitor, O Fogo é um livro que prende e está escrito de tal maneira que nos dá aquela ânsia de lermos e lermos porque temos mesmo de descobrir o que se vai passar a seguir. 

Adorei o livro e apesar de achar que poderia ter mais casos do Jogo propriamente dito, com personagens a encararem o seu papel no "tabuleiro de xadrez" e em confronto, foi uma leitura muito agradável e um bom sucessor d' O Oito.

Quanto à relação entre a Alexandra e o Vartan que eu imediatamente soube que iria acontecer e que percebemos mais para o final que tinha mesmo de ser porque no fundo eles são as duas peças mais importantes do Xadrez e os únicos capazes de acabar com este Jogo que tantas pessoas tem sacrificado, achei que o desenvolvimento da relação dos mesmos foi muito abrupta! Quer dizer, após uma abordagem inicial entre os dois no inicio da narrativa, sendo que ja se conheciam da infância como adversários em torneios de xadrez, e decorrido muito tempo em que a Alexandra e o Vartan nem sequer tiveram contacto achei que no "reencontro" tudo aconteceu muito abruptamente, não tendo eu apreciado tanto o desenrolar desta história a dois como estaria à espera... digamos que esperava um bocadinho mais de resistência por parte dos dois em se unirem, um pouco mais de desenvolvimento prévio!

Em qualquer dos casos é um excelente livro que aconselho a toda a gente mas claro só depois de lerem O Oito que acho importante para se perceber o alcance global deste enredo gigante que Katherine Neville criou.

31 de março de 2016

Leituras: John Le Carré - Um Homem Muito Procurado

Finalmente cheguei ao fim deste livro, que foi prenda de aniversário, e foi a minha primeira espreitadela na escrita de John Le Carré.  

Primeiro do que tudo, para mal do próprio livro, por uma ou outra razão a sua leitura foi sendo feita aos bocadinhos porque por uma razão ou outra acabei por negligenciar o livro, daí também ter demorado tanto até chegar ao fim do mesmo. Mas a culpa não é do livro, apenas prejudicou uma maior apreciação do mesmo. 

Le Carré é o Rei da Espionagem sendo a maioria dos seus livros voltados para temas como a Guerra Fria sempre com a base da espionagem. No entanto este "Um Homem Muito Procurado" publicado em 2008 vê Le Carré a abordar um assunto tão actual como a ameaça do terrorismo islâmico, nomeadamente em periodo pós atentados de 11 de Setembro, cuja sinopse assim se apresenta:  

Um jovem russo com um sobretudo preto comprido e meio morto de fome é introduzido clandestinamente em Hamburgo pela calada da noite. Numa bolsa que usa pendurada ao pescoço esconde uma quantia improvável de dinheiro. É um muçulmano devoto. Mas será mesmo? Afirma chamar-se Issa. Annabel, uma jovem e idealista advogada alemã especializada em direitos humanos, decide salvar Issa da deportação, e depressa a sobrevivência daquele cliente se torna mais importante do que a sua própria carreira. Em busca do misterioso passado de Issa, Annabel enfrenta o incongruente Tommy Brue, o herdeiro de sessenta anos do Brue Frères, um banco britânico em declínio sediado em Hamburgo. Nasce um triângulo de amores impossíveis. Entretanto, pressentindo que vão desferir um tiro certeiro na pseudo Guerra contra o Terror, espiões de três nações convergem para pessoas inocentes. 

Este é um livro extremamente interessante e que ajuda, de certa forma, a perceber como se passa muito dos trabalhos de "bastidores" protagonizados por serviços secretos, no caso de mais do que um país, no combate ao terrorismo. 

No entanto eu estava a espera de um livro de espionagem mais emocionante, com mais acção e menos burocracia e menos, como disse, trabalho de bastidores. Não deixou de ser um livro interessante por isso, a escrita de Le Carré é fantástica e repleta de rasgos de humor aqui e ali que fazem a delícia de um leitor. Só não é um livro com muita acção, nem com momentos de emoção daqueles que todos conhecemos que nos fazem ficar a ler madrugada fora. E confesso que o final foi uma espécie de desilusão, nao sei explicar, não sinto que fiquei satisfeita com a forma como acabou!  

É um livro actual, pelas piores razões que nem vale a pena enumerar, e que vale a pena ler para uma melhor compreensão de como, talvez, muito do terrorismo vai continuando a conseguir existir e dos sacrificios que talvez sejam necessários fazer para o combater.

Vou querer ler novamente algo de John Le Carré no futuro, no entanto, para já, o livro que segue é "O Fogo" de Katherine Neville, a continuação do seu primeiro "O Oito" que já li há imensos anos e cuja continuação obviamente devia ter lido mais cedo, mas mais vale tarde do que nunca!

20 de dezembro de 2015

Leituras: Camilla Läckberg - A Sombra da Sereia

Cheguei finalmente ao fim de mais uma aventura da sueca Läckberg, e que aventura devo dizer.

Primeiro do que tudo tenho de referir que efectivamente o início deste livro não me estava a agarrar. Não por não estar a ser interessante mas simplesmente pela lentidão. Compreendo que um livro não pode debitar tudo logo ao inicio senão teríamos livros de 3 capítulos, mas demasiada lentidão também pode por vezes deixar-me aborrecida. No entanto valeu muito a pena continuar a ler!

Neste novo policial do frio, e depois de ter lido os Diários Secretos da mesma autora, que adorei e foi uma leitura fantástica e ficou no meu lote de favoritos, somos presenteados com uma história aterradora. Apercebemo-nos que uma vez mais a chave para desvendar um homicidio se encontra em pormenores do passado que a muito custo vão sendo desenterrados.

O fantástico casal de Erica Falk e Patrick Hedstrom ultrapassa uma nova fase na vida deles que promete nunca mais voltar a ser a mesma mas, como brinde, apesar do estado maravilhoso de Erica (e de se sentir enorme!) é óptimo tê-la novamente a fazer da sua curiosidade algo incontrolável e ingressar na sua própria investigação com esperanças de ajudar Patrick e restantes colegas.

Aos poucos vão sendo deixadas pistas aqui e ali que no fim se juntam para uma resolução de um crime completamente horrendo e chocante. Algo que infelizmente pode acontecer na vida real e que deixa o alerta para muitas questões, nomeadamente, o apoio a ser dado em crianças cujas infâncias são marcadas por anos de terror, sofrimento e negligencia. Confesso que não estava à espera desta "resolução" e para mim foi uma agradável surpresa ter sido prendada com tal imprevisibilidade. 

Para finalizar, Camilla Läckberg acaba este livro com uma autêntica bomba que me deixou, novamente, chocada.. Deixou-me a querer saber tudo mais quanto se vai passar e que futuro se reserva para Patrick e para Erica. Deixou-me a pergunta "então e agora, que aconteceu?" e a suspirar "não, não" mas o livro não pode acabar assim sem sabermos o que aconteceu. Mas acabou mesmo e agora resta-me a maior ânsia para ler o próximo policial, A Ilha dos Espíritos, e que mais acontecimentos estarão reservados para a pacata Fjallbaka e para as vidas de Patrick e Erica.

6 de dezembro de 2015

Apressa-te livro!

Ler é um facto na minha vida. Sempre que me fizerem a pergunta "Então e que andas a ler?" a responda nunca será "Nada." porque eu tenho sempre um livro à mão, tenho sempre um livro que me acompanha e que vou lendo (uns mais depressa que outros).

Actualmente este lugar é ocupado pela Camilla Lackberg com o seu "A Sombra da Sereia", livro este que eu estava muito ansiosa por ler dada a obsessão que desenvolvi ao ler os dramas nas vidas da Erica e do Patrick nos livros anteriores. Obsessão saudável note-se.


No entanto este livro está demorado. Em 200 páginas já lidas sinto que ainda não sei nada ou apenas muito pouco. E assim se passou quase metade do livro sem acontecer muito coisa. E eu não gosto. Porque quero andar com isto para a frente mas sem um bocadinho de acção a coisa não vai lá!


E a questão da pressa adensa-se quando um outro livro entra em cena (as melhores prendas de anos, muito obrigada meus queridos mãe e pai) e o senhor John Le Carré apresenta-se com o seu "Um Homem Muito Procurado" e a urgência instala-se. Porque quero muito ler este livro. Porque me faz juras de excitação da primeira à última página. Porque chama por mim com o seu cheiro a livro e com aventuras por desbloquear.

Mas a "Camilla" apesar de encravada não merece que a abandone! Não! Até porque se em 200 páginas não aconteceu muito, bem, daqui para a frente talvez seja sempre em alto fulgor! Por isso minha querida vamos a estas páginas, vamos ao ser agarrada pelo livro porque quero apressar-te, não queremos ser rudes e deixar Mister Le Carré à espera muito tempo. 

12 de novembro de 2015

Leituras: Nicholas Sparks - See Me

Bem, por onde começo?

Primeiro talvez por dizer que falar de livros há-de ser algo frequente porque, geralmente, quando acabo um já tenho outro para começar a ler. E assim é hoje também já que ontem acabei de ler o mais recente romance do Nicholas Sparks, See Me, e já tenho um novo livro aqui na secretária para começar a ler.

Segundo, vamos ao que interessa. Não sou ávida leitora dos livros do Nicholas Sparks por se tratarem de histórias de amor, ou pelo menos, no geral resumem-se a isso, sendo que é algo que não me seduz muito. No entanto nada se pode tirar à maneira como escreve, como descreve e como relata acontecimentos tornando a sua leitura bastante agradável. Desta vez, aconselhada por uma querida amiga, resolvi desviar-me por uns dias das minhas leituras policiais e dedicar-me a algo mais suave. Contudo, de suave este livro tem muito pouco e aqui aproveito já para dizer que este deve ser dos livros de Nicholas Sparks (dos que eu li) que mais me interessou e mais gostei.

Este não é um livro inteiramente dedicado ao amor e ao romance e a duas pessoas que se conhecem e se apaixonam. Certo que isso também lá está mas há algo mais. Além disso a história de amor relatada no livro não é para mim evidente, é um work in progress e é algo que acontece por acaso. Quero com isto dizer que ao contrário da percepção com outros livros, as personagens deste livro não se queriam apaixonar, não era algo essencial na vida deles, não andavam à procura disso, simplesmente aconteceu. Por outro lado, depois de ler o prólogo qualquer pessoa percebe que Nicholas Sparks vai às profundas marés dos distúrbios mentais e traz de lá personagens com comportamentos distorcidos, com realidades paralelas e que, logo no inicio, me fez crer que esta não era mais uma história de amor.

E assim foi. Por entre perseguições, fanatismo, obsessão, sede de vingança e também, amor claro, este é um livro bastante interessante porque de certa maneira relata uma grande realidade, o fim da privacidade por via das redes sociais. Quando usadas sem consciência, são uma óptima fonte de informação e são um livro aberto para a vida pessoal de cada um. Não há como não saber onde fulano está, a fazer o quê e com quem. Isto é algo muito actual e deste ponto de vista, este novo livro de Nicholas Sparks pode até ser educativo. Além disso toda a história que se desenvolve é muito consistente, é apelativa, algo aterradora também, mas bem real e com vários pormenores deixados aqui e ali que no fim voltam à superfície e fazem verdadeiro sentido.

Gostei da leitura e gostei da semana em que este livro me acompanhou por isso aconselho a sua leitura, mesmo para quem, tal como eu, não é um amante de livros deste género. Este é diferente, prometo!